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    Alcymar Monteiro nega machismo após chamar Marília Mendonça de ‘galinha’

    "Não venha aqui no nosso terreiro cantar de galo não, viu? Aqui quem canta de galo é galo, galinha aqui não canta não", disse o cantor em áudio sobre declarações da sertaneja
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    O cantor e compositor Alcymar Monteiro fez uma grande nota de esclarecimento no perfil oficial dele no Facebook nesta terça-feira após a polêmica gerada por um trecho do áudio enviado por ele a um grupo de WhatsApp e divulgada nas redes sociais. “Não venha aqui no nosso terreiro cantar de galo não, viu? Aqui quem canta de galo é galo, galinha aqui não canta não. Entendeu bem? Tá certo? Vá cantar noutro terreiro, deixa a gente em paz”, disparou o artista cearense, radicado no Recife, pouco após alertar que iria “baixar o nível”.

    “Em momento nenhum tive uma postura machista. Eu abomino o machismo. Sou, sempre fui e sempre serei um homem feminista. A começar pelo exemplo de minha mãe, Maria Fernandes, que foi uma mulher guerreira e de fibra. Nos meus shows – e tenho milhares de testemunhas – o que mais falo é que detesto quem fala mal de mulher em música. Pessoas vis estão tirando uma frase, um dito popular, fora do contexto e chegando ao absurdo de dizer que eu xinguei alguém de ‘galinha’. Quem me conhece sabe que isso é um absurdo sem precedentes”, diz ele no áudio, no qual classifica o trabalho dela como “‘breganejo’ horroroso pra cachaceiro” e “porcaria”.
    O artista, que é compadre de Gonzagão e parceiro dele em duas músicas, estava incomodado com a escalação de artistas da música sertaneja nas programações das principais festas nordestinas e com a declaração de Marília Mendonça em Pernambuco. Sobre o palco do show no São João da Capitá, no sábado (10), ela esbravejou “vai ter sertanejo no São João, sim”. Pouco antes, em entrevista exclusiva ao Viver, ela negou que as portas do São João de Barretos estão fechadas aos artistas do forró.

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    “Isso é mentira. Talvez a porta não esteja aberta porque algo está fora do seu trabalho. Quem tá com trabalho legal tem portas abertas em todas as regiões do Brasil. O segredo é música boa. Não tem nada de um tomar o lugar do outro”, defendeu a artista. Marília não citou nomes, mas a frase rebatida havia sido dito por Elba Ramalho antes de apresentação na abertura da agenda junina de Caruaru, em 3 de junho, quando reclamou, especialmente, de Campina Grande. O comentário dela foi rebatido pelo prefeito.
    O vídeo com o trecho da entrevista coletiva de Elba Ramalho publicado pelo Viver no Facebook teve mais de 2 milhões de visualizações, 50 mil compartilhamentos e impulsionou repercussão na imprensa nacional. Após a polêmica com o segmento sertanejo, a cantora paraibana disse admirar os artistas em pelo menos duas ocasiões até agora: uma publicação no Facebook e durante o show na Avenida Paulista realizado no domingo (11). “Não distorçam minhas palavras”, proferiu a artista.
    Sobre a polêmica disputa entre o forró e a música sertaneja nas grades juninas, Alcymar reforçou o posicionamento dele no Facebook. “As festas de São João têm dono, que é o povo. As festas de São João têm um pai com nome e sobrenome, que é Luiz Gonzaga do Nascimento. Acima disso, abaixo disso, além disso e fora disso não é São João. Podem chamar de qualquer coisa, podem apelidar de Festival Junino, podem chamar do que quiserem, mas por favor não usem o nome de São João em vão. Algumas pessoas ainda não possuem o distanciamento histórico ou – desculpem a franqueza – inteligência suficiente, para entender O QUE foi Luiz Gonzaga. Não QUEM foi, O QUE foi”, critica.
    “As festas de São João não foram concebidas para competir quem faz o maior ajuntamento de gente. O erro que se tem hoje é imaginar que um São João popular, cultural e público, feito com dinheiro de impostos, possa concorrer com festas privadas”, analisa ele, antes de um apelo aos gestores públicos e de classificar as novidades como “mentalidade de aculturação” e “verdadeiro festival dos horrores”.

    A reclamação dos artistas locais com relação à presença de cantores sertanejos começou com a campanha Devolva Meu São João, idealizada por Joquinha Gonzaga, sobrinho do Rei do Baião, e por Chambinho do Acordeon, conhecido após dar vida ao Mestre Lua no filme Gonzaga: De pai para filho, de Breno Silveira. “Gonzaga já teria desistido de tocar”, desabafou Joquinha, sobre as mudanças na festa junina. Flávio Leandro e Targino Gondim são alguns dos apoiadores do movimento, que tomou força nas redes sociais.

    Confira a nota na íntegra:

    Ouça o áudio de Alcymar Monteiro:




    Via Diário do pernanbuco