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    Bombeiros localizam corpo de homem desaparecido nas águas do Rio Verdinho em Rio Verde

    O rapaz rodou nas correntezas do rio, e antes que alguém pudesse salvá-lo desapareceu nas águas.

    De acordo informações do Repórter Eli Nogueira mergulhadores do 4º Batalhão dos Bombeiros localizou nesta segunda-feira (13) no Rio Verdinho, no município de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, o corpo de Marcelo Conceição Silva, 34 anos. O Jovem desapareceu ao tentar atravessar o rio na tarde deste domingo próximo a GO 333.

    A área, além de não ser fiscalizada, também não é fechada e, aos finais de semana, atrai muita gente. O local não possui placas que informem o risco de entrar na água.

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    Afogamentos:

    A morte do Marcelo  traz à tona, novamente, uma questão de segurança: mergulhar em águas desconhecidas e turvas não é brincadeira. Os danos podem ser permanentes – quando não fatais.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o afogamento é umas das maiores causas de mortes violentas no mundo, ao lado dos acidentes de trânsito. Além disso, o Ministério da Saúde alerta que isso ocorre devido à distração, ingestão de remédios ou bebidas alcoólicas antes de nadar, acidentes com embarcações, ações de animais marinhos, desconhecimento do local de mergulho, excesso de confiança e exaustão de nadadores. Já foi comprovado que ficar submerso por cerca de quatro minutos causa graves danos cerebrais, e, por seis, então, pode levar à morte.

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    Além disso, o afogamento em água doce é diferente – e mais rápido – do que o afogamento em água salgada. Isso ocorre porque a composição da água doce se aproxima muito da do corpo humano, o que leva à absorção e à entrada na corrente sanguínea mais rapidamente (de cerca de dois a três minutos). Assim, os glóbulos vermelhos incham e estouram, o que causa a falha de órgãos generalizada. Já a água salgada, no entanto, dificulta a absorção, pois o sal deixa o sangue mais grosso e, ao invés de inchar, os glóbulos ‘secam’ (isso pode ocorrer de oito a dez minutos).

    Ainda, mesmo que a vítima saiba nadar, quando percebe que está se afogando acaba reagindo com um comportamento biológico típico, chamado de ‘resposta instintiva’. A ‘resposta instintiva’, porém, não ajuda: o pânico paraliza o corpo; os movimentos não são mais voluntários – e, sim, automáticos; os membros ficam rígidos e esticados; e a boca se abre, numa tentativa desesperada de conseguir ar para boiar. Assim, portanto, a vítima acaba não tendo nenhum tipo de consciência nessas situações, o que pode acelerar o processo de afogamento.

    As pessoas tendem a pensar que, para haver afogamento, é preciso ingerir uma grande quantidade de água e estar em um local profundo. No entanto, às vezes basta estar na água – mesmo que rasa – para ocorrer uma tragédia desta proporção.

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    Repórter Mari JTI/Texto/PlantãoJTI


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