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    BRF paralisa atividades da unidade de Jataí

    Empresa reduzirá os volumes produzidos a partir do dia 30 de junho. Funcionários poderão ser aproveitados em outras unidades

    A Brasil Foods (BRF) confirmou na  semana passada a paralisação das suas atividades na cidade de Jataí, no Sudoeste do Estado. Dedicada majoritariamente ao abate de aves, a empresa emprega 500 pessoas diretamente. E, a partir do dia 30 de junho, reduzirá gradativamente os volumes produzidos no local.

    Em nota, a empresa informou que se trata de mais uma etapa do processo de reavaliação e otimização do parque fabril, que teve início em 2015. Segundo a BRF, o projeto envolve, entre outros, a eficiência na locação de recursos, mão de obras e o atendimento inteligente da demanda. Em abril, a fábrica em Rio Verde concedeu férias coletivas de 30 dias para 2,9 mil funcionários, para realizar ajustes nos maquinários da seção de abate de aves.

    Segundo a empresa, a decisão também considera o ambiente econômico desafiador pelo qual atravessa o País e o mercado. O prefeito da cidade, Humberto Machado, afirmou durante entrevista a uma rádio local que, além da crise e do elevado preço do milho, a redução do consumo de carne suína e aves fez com que a empresa tomasse a decisão.

    Em Goiás, além de Jataí, a BRF está localizada nas cidades de Mineiros e Rio Verde. Sendo assim, os funcionários que trabalham atualmente na unidade jataiense poderão ser integrados a outras, dependendo da disponibilidade de vagas e posições equivalentes. “A empresa prestará apoio na transferência dos funcionários que vierem a integrar outras unidades”, afirma a BRF em nota.

    A unidade não será vendida. O local ficará temporariamente desativado, com manutenção regular, e o retorno das operações será avaliado pela empresa oportunamente. Questionada sobre a paralisação de outras unidades fabris, a empresa disse que não há nada previsto nesse momento.

    A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Indústria de Carne e Derivados para saber das negociações, mas até o fechamento dessa edição não obteve retorno. Fonte/ O Popular