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    Com atraso no plantio da soja, perspectiva é de redução na área cultivada com o milho safrinha em Jataí (GO)

    Janela ideal de plantio da safrinha termina no dia 15 de fevereiro, mas colheita da soja deve se estender até início de março em Jataí (GO). Produtores deverão investir na cultura do sorgo. Na soja, clima contribui para o desenvolvimento das lavouras. Cerca de 40% da safra foi negociada antecipadamente, com valores próximos de R$ 65,00 a saca.

    As lavouras de soja na região de Jataí/GO apresentam boas condições de desenvolvimento, além disso, o clima também tem contribuído com chuvas. O presidente do Sindicato Rural do município, Vitor Geraldo Gaiardo, ressalta que os cultivos estão em fase de floração devido a ausência de precipitações no início da temporada. Já a colheita das oleaginosas vai ser prolongada até o mês de março.

    Diante desse quadro, muito produtores estão refazendo os planejamentos para a safrinha de milho para não correr riscos, visto que a janela ideal de plantio termina no dia 15 de fevereiro e a semeadura será feita após esse período. Nesta temporada, terá uma redução de área significativa do cereal e que será substituída pela a cultura do sorgo. Contudo, os agricultores que optarem por fazer o cultivo do milho vão reduzir os investimentos em tecnologias.

    Em relação ao controle de pragas, Gaiardo sinaliza que na região está com a incidência de doenças, especialmente a buva, capim amargoso e a ferrugem asiática, em que serão necessárias mais aplicações fungicidas nas plantações para conter os avanços e vai acabar pesando no bolso dos produtores rurais. “Temos que tomar cuidado com a forma que o clima vem se comportando, pois é um período de muita umidade no solo e a proliferação de ferrugem é maior”, diz.

    Preços

    Até o momento, os contratos antecipados já está 40% negociados, que é considerado um índice baixo se comparado às safras anteriores. Na região, a comercialização da saca da soja está girando em torno de R$ 65,00. Os preços nestes patamares deixam margens muito ajustadas aos produtores. “Nós estamos trabalhando com margens apertadíssimas, poderia ser maior. Essa atividade requer muita cautela, por isso é preciso calcular os custos corretamente”, finaliza o presidente.

    Por: Fernanda Custódio e Andressa Simão
    Fonte: Notícias Agrícolas