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    Maguito não vai trocar o PMDB pelo PSD mas quer o apoio do partido para ele ou para Daniel em 2018

    O que o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia quer de verdade é ampliar sua frente política, absorvendo Thiago Peixoto e Vilmar Rocha
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    Segundo o Jornal Opção engana-se quem acredita que o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela vai trocar o PMDB pelo PSD para disputar o governo de Goiás em 2018. Por quê? Porque não seria inteligente. Primeiro, o PMDB tem uma estrutura fabulosa no interior, com políticos enraizados em praticamente todos os municípios. Segundo, a capilaridade do PSD é quase nenhuma no Estado. Terceiro, como abandonar um partido no qual se está mandando?

    O que Maguito Vilela quer, de fato, é ampliar sua aliança política para 2018. Tanto para bancar uma candidatura sua ao governo quanto uma candidatura de seu filho, o deputado federal Daniel Vilela, presidente regional do PMDB. Político dotado de rara habilidade, embora não seja um ideólogo, Maguito Vilela tem afiançado, nas conversas com aliados, que, para ganhar o governo em 2018, o partido terá de montar uma frente ampla. Com uma estrutura minguada pode acabar perdendo, pela sexta vez, para a estrutura gigante que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), sempre consegue montar para os pleitos estaduais.

    Ao se aproximar do PSD, Maguito Vilela quer menos mudar de partido do que conquistar o apoio do grupo liderado pelo secretário das Cidades e Meio Ambiente do governo do Estado, Vilmar Rocha, e pelo deputado federal Thiago Peixoto. Por dois motivos. Primeiro, se conseguir o apoio de Vilmar Rocha e Thiago Peixoto, estará agregando forças novas e qualitativas, encorpando a aliança para, possivelmente, enfrentar um candidato da máquina, como
    José Eliton, do PSDB. Segundo, ao retirá-los da base aliada, estará contribuindo para enfraquecer o candidato adversário.

    Hoje, Vilmar Rocha, presidente do PSD, resiste à candidatura de José Eliton — enquanto Thiago Peixoto, embora não ofereça resistência ao jovem tucano, por quem tem simpatia pessoal, afiance que é preciso mesmo abrir conversações com outras forças políticas, como o PMDB de Maguito Vilela e Daniel Vilela. Recentemente, disse que, se o tucano-cbefe Marconi Perillo pode conversar com o ex-prefeito de Aparecida, os pessedistas também podem. “Somos todos estadistas”, frisou.

    Aproveitando-se que há uma rebelião na base governista, ainda tênue, mas que pode se aprofundar, Maguito Vilela pôs seu bloco na rua e está ampliando as conversações com setores do governo, como a cúpula do PSD. Há quem diga, até, que, numa das conversas, o peemedebista teria chegado a sugerir que Vilmar Rocha pode ser candidato a senador numa composição com o PMDB ou que Thiago Peixoto pode ser o vice do postulante do PMDB ao governo.

    Vale dizer que são conversas preliminares. Mas, como é habilidoso, Maguito Vilela quer manter o controle do PMDB, pelo qual pretende ser candidato, ou bancar Daniel Vilela, e agregar o PSD. Porém, quanto a trocar o PMDB pelo PSD, é papo para criança política “dormir”.