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    Marconi, Iris, Mabel, Demóstenes, Maguito e Daniel Vilela são citados na lista de Fachin

    Sete políticos de Goiás foram citados por executivos e ex-dirigentes da Odebrecht que fecharam acordo de delação premiada. Destes, o ministro Edson Fachin, relator Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar dois nomes. Nos outros cinco casos, há situações suspeitas envolvendo os políticos.
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    De acordo matéria do Jornal Opção; o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato, divulgou, na noite desta terça-feira (11/4) a lista completa dos nomes delatados por 78 executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht.

    Entre os 200 nomes com pedidos de abertura de inquérito em diversas instâncias, estão sete goianos: o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB); o deputado federal Daniel Vilela (PMDB); o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB); o ex-senador Demóstenes Torres; o ex-deputado federal e assessor da Presidência, Sandro Mabel (PMDB); e o ex-prefeito de Trindade, Ricardo Fortunato (PMDB).

    Do Tocantins, compõem a lista: o governador do estado, Marcelo Miranda (PMDB); a senadora Kátia Abreu (PMDB); o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM); o ex-governador Siqueira Campos (PSDB); e o ex-governador Sandoval Cardoso (SD).

    O presidente da República, Michel Temer (PMDB), também aparece na lista, mas não pode ser investigado porque tem imunidade temporária, ou seja, só pode ser réu em atos cometidos durante seu governo. Os ex-presidentes José Sarney (PMDB), Fernando Collor de Melo (PTC), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT) também foram delatados.

    Além deles, oito ministros de Temer, 9 governadores, 24 senadores e 39 deputados federais tiveram pedidos de abertura de inquérito autorizados por Fachin. Segundo a matéria, os crimes mais descritos envolveriam corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de cartel e fraude em licitação.

    Importante ressaltar que a abertura de inquérito é o início de uma investigação e não significa que nenhum dos nomes citados acima foi condenado pela Justiça ou tem, de fato, relação com os crimes citados. Os processos serão abertos e darão ampla defesa a todos.

    Veja a lista completa com todos os nomes: ListaFachin.

    Resposta

    Até agora, se posicionaram o governador de Goiás, Marconi Perillo; o deputado Daniel Vilela e seu pai, o ex-prefeito Maguito Vilela (ambos do PMDB).

    Veja as notas na íntegra:

    O governador do Estado de Goiás aguardará a remessa do pedido de inquérito ao STJ, com a verificação do teor das declarações apresentadas para se manifestar.

    Até o momento foi apresentada apenas uma relação de nomes no bojo de uma delação premiada sob análise do STF, tendo o e. Ministro Fachin se limitado a remeter a outras instâncias documentos para análise, não havendo portanto qualquer inquérito aberto, sendo impossível uma manifestação acerca de citação sem a devida contextualização.

    O Governador acredita na Justiça e na elucidação dos fatos, sendo que irá esclarecer qualquer questionamento assim que conhecer as circunstâncias das alegações apresentadas.

    Gabinete de Imprensa do Governo de Goiás

    As campanhas de Maguito Vilela, em 2012, e de Daniel Vilela, em 2014, foram feitas inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aprovadas pela Justiça Eleitoral. As prestações de contas estão disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram com os delatores, nunca falaram com eles e sequer os conhecem. Ambos refutam qualquer acusação. Informam ainda que não foram notificados das investigações do Supremo Tribunal Federal e que estão tranquilos e convictos de que a ação será arquivada porque não tem qualquer lastro na realidade.

    Assessoria de Imprensa de Daniel Vilela e Maguito Vilela