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    Milho: Com 10% da área da safrinha colhida, negócios começam a ser retomados em Jataí (GO)

    Preços da saca do cereal caíram de R$ 30,00, para R$ 26,00 a R$ 27,00 na região. Aos poucos, negócios estão sendo retomados na localidade, com valores de frete balizados pela nova tabela da ANTT. Rendimento do milho será menor nesta safra devido ao clima irregular. Produtores estão atentos ao atraso na entrega dos fertilizantes da safra de verão.

    Na região de Jataí (GO), os produtores rurais iniciaram a colheita do milho safrinha, com perspectiva de queda na produtividade.  Até o momento, pouco mais de 10% da área semeada nesta temporada foi colhida e, por enquanto, os rendimentos estão dentro da normalidade, já que essas lavouras não foram tão penalizadas com as adversidades climáticas.

    Na visão do produtor rural da região, Mozart Carvalho, o rendimento deverá cair ao longo da colheita, uma vez que houve um atraso no plantio  e as plantações sofreram com o veranico de abril. Além da produtividade menor, os produtores também seguem atentos aos preços da saca do cereal na região.

    “Acreditamos que esse impasse em relação ao tabelamento do frete também pressionou negativamente os preços. Antes da greve dos caminhoneiros, tínhamos valores próximos de R$ 30,00 a saca, atualmente, as cotações giram em torno de R$ 26,00 a R$ 27,00 a saca. E a rentabilidade dependerá muito da colheita de cada produtor”, destaca Carvalho.

    Paralelamente, diante das incertezas sobre o preço mínimo do frete muitas empresas saíram do mercado. O cenário paralisou a comercialização da soja e do milho e o escoamento das produções. Aos poucos, as negociações têm sido retomadas, com a referência da nova tabela da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

    “No caso da soja, temos negócios no mercado disponível, mas as empresas só querem retirar o produto no próximo mês. Ainda não conseguimos digerir todo esse impasse. Isso sem contar que há um atraso na entrega dos fertilizantes, por conta do frete e um aumento do insumo devido à valorização cambial”, reforça o produtor rural.

    Por: Fernanda Custódio
    Fonte: Notícias Agrícolas