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    Municípios do interior de Goiás sentem ainda mais os efeitos da greve dos caminhoneiros

    Maioria dos municípios goianos estão sem combustível e gás de cozinha e, em muitos, também faltam produtos perecíveis, como verduras, frutas e ovos

    De acordo matéria do Jornal O Popular; os municípios do interior de Goiás sentem ainda mais os efeitos da greve dos caminhoneiros. Na maioria deles, nenhum posto de combustível tem mais produto para vender e os estoques de gás de cozinha acabaram.

    Em algumas regiões, também faltam produtos perecíveis, como verduras e frutas. Outro problema é a interrupção de serviços básicos à população, como a coleta de lixo, transporte público e ambulâncias por falta de combustível.

    O presidente da Associação Comercial e Industrial de Rio Verde, Ivo Marques de Moraes Júnior, diz que o município está parando. Segundo ele, nenhum posto da cidade tinha combustível para vender e já faltam vários produtos perecíveis nos supermercados.

    Outro problema sério, segundo ele, é a falta de ração para os granjeiros alimentarem as aves, que estão morrendo. “Sem escoamento da produção, os produtores estão jogando leite fora, pois os reservatório estão cheios”, disse. O estoque de gás de cozinha também já está zerado em Rio Verde. Ivo conta que seu estabelecimento costuma vender cerca de 2 mil botijões por mês, mas no sábado já não tinha mais nada.

    Em Goianésia, apenas um posto tinha um estoque final de combustível, mas que acabaria em breve. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município, João Mário Tessarollo, disse que nos mercados faltam verduras, legumes e frutas. “O movimento na cidade caiu muito. Ninguém arrisca sair e ficar sem combustível”.

    Para o presidente da CDL de Itumbiara, Orlando Luiz Ferreira, a cidade também ficou muito parada no fim de semana por causa da falta de combustível. Segundo ele, cada um está tentando administrar o pouco que ainda tem. “O gás de cozinha já acabou e nos supermercados já falta muita coisa”, disse Por isso, o comércio contabiliza os prejuízos. “Se essa situação continuar, o combustível vai acabar e o comércio vai parar, pois os funcionários não conseguirão chegar ao trabalho hoje”, prevê Orlando.

    Em Porangatu, uma longa fila se formou no único posto da cidade que ainda tinha combustível. Um supermercadista da cidade, Wesley Rodrigues Pacheco, conta que já faltam verduras e ovos na cidade. Segundo ele, os caminhoneiros não estavam liberando as cargas perecíveis, como anunciavam. Apenas as cargas vivas. “Se essa situação continuar, faltarão outros produtos, como frangos, que não estão sendo abatidos na indústria”, alerta.

    Apoio

    Em municípios como Chapadão do Céu e Mineiros não há mais combustível. Em Jataí, no Sudoeste do Estado, onde existem vários pontos de bloqueio dos caminhoneiros, só restava uma pequena quantidade de óleo diesel para venda e praticamente já não há mais gás de cozinha nos revendedores. A cidade também já teve serviços como o recolhimento de lixo, transporte público e escolar prejudicados por causa da greve.

    Segundo o presidente da CDL de Jataí, Lázaro Alberto Leal, a produção local de hortifrutigranjeiros está ajudando a atender a demanda no município. “Mas toda as entidades e a população estão apoiando o movimento”, diz.

    Um dos municípios mais prejudicados é Catalão, onde o combustível dos postos acabou na sexta-feira (25). O estoque de gás está praticamente zerado. A expectativa é que, a partir de hoje, vários produtos faltem nos supermercados, como verduras e leite, segundo o presidente da Associação Comercial e da CDL no município, César Alberto Safatle. “Mesmo com toda dificuldade, apoiamos a greve”.