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    PM fecha ponto de comercialização de drogas e prende suspeito de tráfico, em Jataí

    O usuário aquece a lata para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida

    De acordo informações divulgadas pela 14ª CRPM, nesta terça-feira (11), após receber uma denúncia anônima sobre um ponto de venda de entorpecentes no setor Colméia Park, a equipe do Tático Móvel do 15ºBPM deslocou até o endereço denunciado para averiguação.

    No local os policiais militares abordaram o indivíduo Matheus Tavares, 21 anos (antecedentes criminais: tráfico de drogas).

    Ao ser realizada a busca domiciliar foram encontradas mais de 25 porções de crack embaladas e prontas para serem comercializadas e um pedaço inteiro da mesma substância.

    Diante dos fatos, o infrator da lei foi conduzido a DP local para providências cabíveis.

     

    Consequências do uso do crack para a saúde

    Intoxicação pelo metal

    O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.

    Fome e sono

    O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.

    Pulmões

    A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito

    Coração

    A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer.

    Ossos e músculos

    O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.

    Sistema neurológico

    Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível.

    Prejuízo cognitivo

    O prejuízo cognitivo pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80.

    Doenças psiquiátricas

    Em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios.

    Sexo

    O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção. Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam.

    Morte

    Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose). A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.