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    PM que agrediu enfermeira em UPA de Rio Verde pode pegar de três meses a 1 ano de prisão caso seja condenado

    O caso esta sendo investigado pela Polícia Civil.

    De acordo com o delegado Stanislao Montserrat Gacia Neves, responsável por investigar o caso, a vítima já prestou depoimento e contou que, após “gravata”, caiu. Ela já passou por exame médico, que constatou um arranhão no braço. “O arranhão pode ser decorrente da queda”, disse o investigador.

    Neves afirma que analisará vídeos feitos na UPA no momento da confusão. Ele também deve ouvir testemunhas e já intimou o comandante do policiamento na cidade para que apresente o subtenente investigado para que seja interrogado nesta semana.

    O policial pode ser indiciado por lesão corporal. Caso seja condenado, a pena prevista é de três meses a 1 ano de prisão. Ele também é investigado por abuso de poder.

    “Vamos diligenciar no sentido de materializar se houve ou não abuso de autoridade. Se houver abuso de autoridade, ele vai responder tanto na esfera criminal quando na administrativa, podendo ser suspenso do exercício da função ou até mesmo exonerado”, disse delegado. Via G1 GO

    Em moção divulgada, CES-GO cobra ação de autoridades

    Com a repercussão do caso, o Conselho Estadual de Saúde se pronunciou em uma moção de repúdio, pedindo ação das autoridades competentes contra abusos da polícia contra profissionais da saúde.

    Confira abaixo a moção na íntegra:

    “O presidente do Conselho Estadual de Saúde de Goiás – CES-GO, no uso de suas atribuições regimentais e Ad Referendum do Plenário do CES-GO, vem de público manifestar o repúdio à invasão da Polícia Militar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na cidade de Rio Verde (Goiás), no dia 10 de setembro de 2018. Repudiamos também o crime cometido por um dos PMs que desferiu um tapa no rosto de uma trabalhadora de Saúde na UPA.

    Esperamos que o Ministério Público Estadual faça o controle externo da Polícia Militar e proteja trabalhadores/as e usuários/as dos Sistema Único de Saúde de Goiás contra o abuso de autoridade da polícia. A PM e a Guarda Municipal devem respeitar os trabalhadores/a e gestores/as das unidades de saúde e só agirem na defesa da segurança e sob orientação de gestores e profissionais de saúde nas unidades de saúde.

    O SUS é um dos poucos locais públicos onde a população goiana tem encontrado acolhimento contra a violência que se espalhou nas ruas e espaços públicos das cidades. É o SUS que cuida diariamente dos goianos e goianas que são vítimas de agressão, espancamento, estupro e tentativa de homicídio, por absoluta falta de segurança pública no nosso estado.

    Colocamos o Conselho Estadual de Saúde a disposição dos comandantes das Polícias Militares e Guardas Municipais para ministrarmos palestras sobre os direitos de saúde de usuários/as e trabalhadores/as no SUS de Goiás e o papel da Segurança no respeito às leis, aos direitos humanos e a saúde da população.”