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    Política dá o tom na Tecnoshow

    Abertura da feira em Rio Verde virou palco pró-impeachment, com líderes classistas e parlamentares fazendo discursos pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff

    O agronegócio ficou em segundo plano durante a abertura da Tecnoshow Comigo – maior feira de agronegócio do Centro-Oeste, que ocorreu na manhã de ontem, em Rio Verde, no Sudoeste do Estado. Representantes classistas e parlamentares deram o tom de um discurso afinado pró-impeachment e convocaram o público a comparecer a Brasília no próximo dia 17, para pressionar políticos indecisos ou contrários ao impedimento de Dilma Rousseff.

    Sem a presença da ministra da Agricultura Kátia Abreu – peemedebista que selou aliança com Dilma a despeito do rompimento de seu partido com o governo -, a presidente foi criticada duramente desde a abertura dos discursos. O presidente da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Antônio Chavaglia, foi o primeiro a assumir o posicionamento, o que acabou direcionando a retórica dos demais.

    “O governo dentro do palácio está incitando a desordem e a violência, convocando militantes a invadirem as propriedades rurais. Isso é muito sério. Cadê a lei deste País”, indagou. Chavaglia citou ainda o desprezo do governo em resolver problemas que tiram a competitividade do setor, desconhecendo, segundo ele, o esforço do produtor rural.

    Posicionamento

    “Chegou um momento em que não tem mais como não assumir uma posição contundente. Somos a favor do impeachment”, disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner. Representantes de entidades agropecuárias de Estados como Ceará, Pernambuco e Mato Grosso do Sul estiveram presentes durante a abertura do evento.

    Parlamentares foram mais incisivos no convite ao comparecimento a Brasília no próximo dia 17. “Eles não vão ouvir a presença de vocês em Rio Verde, Morrinhos ou Jataí. É preciso que haja mobilização para Brasília para pressionar aqueles que ainda não se posicionaram ou que são contra o impeachment”, convocou o deputado federal Heuler Cruvinel (PSD).

    Um dos últimos a falar, e também o mais aplaudido durante o discurso, o senador Ronaldo Caiado (DEM) afirmou que o governo transformou o Planalto num grande balcão de negócios. “Cortaram R$ 2,3 bilhões para a saúde, R$ 4,2 bilhões para a educação e R$ 3 bilhões para a defesa. Mas depois liberaram R$ 6,6 bilhões para deputados que votassem contra”, disse.

    Fonte/ O Popular

    Escrito por/Karina Ribeiro

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