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    Produtores Rurais têm a oportunidade de monitorar a Ferrugem Asiática

    O monitoramento é a única forma de identificar a doença e o produtor rural deve ficar atento nas folhas do baixeiro e à medida que a planta for se desenvolvendo, observar também as intermediárias.

    Foi reaberto na manhã desta sexta-feira, 11, o Laboratório de Fitopatologia do Sindicato Rural de Rio Verde, que monitora e diagnostica a ferrugem asiática. A solenidade de abertura aconteceu na Casa do Produtor, local onde está instalado o laboratório e contou com a presença do Presidente do Sindicato Rural Walter Baylão Júnior, do coordenador do laboratório Antônio Carlos Bernardes, do professor de fitopatologia Hércules Campos, de produtores rurais, entre eles os diretores do Sindicato Rural José Brucelli, Oscar Durigan e Olávio Teles, além de profissionais da área.

    O laboratório que completa sete anos nesta safra, é uma parceria do Sindicato Rural com o Instituto Federal Goiano Campus Rio Verde e a Universidade de Rio Verde e é equipado com microscópios de última geração, possui acadêmicos treinados para a análise da doença e funcionará de segunda a sexta das 08h00 às 17h00 e nos sábados das 08h00 às 11h00.

    Este ano o laboratório foi reaberto um pouco mais tarde devido ao atraso no plantio, ocasionado pelo clima, mas agora já está em pleno funcionamento e a espera de folhas para a realização de análises precisas. De acordo com o coordenador do laboratório, Antônio Carlos Bernardes, esse é o momento crucial para os produtores rurais. “O monitoramento é parte fundamental para o bom andamento da lavoura, por isso, o laboratório está à disposição de todos os produtores rurais”, afirma.

    Como uma safra é diferente da outra, não é possível mensurar se a doença irá atingir muito as lavouras, mas o professor fitopatologista, Hércules Campos explica que o produtor deve se atentar em um possível maior progresso em função do clima. “Temos por base a região sul, onde já está ocorrendo à incidência da doença nesta safra e mais intensa do que na safra passada e como estamos tendo umidade boa para a planta se desenvolver, esta umidade também esta sendo ótima para o patógeno crescer, por isso temos que ficar atentos ainda mais”. O professor ressalta que o produtor deve fazer as análises para que em caso de incidência consiga se orientar melhor no manejo.

    O monitoramento é a única forma de identificar a doença e o produtor rural deve ficar atento nas folhas do baixeiro e à medida que a planta for se desenvolvendo, observar também as intermediárias. “Se o produtor conseguir identificar a doença a olho nu, significa que ela já está em um estágio mais avançado e as perdas configuradas”, afirma Campos.

    COMO COLETAR AS FOLHAS

    As folhas que forem coletadas para a análise devem ser preferencialmente de talhões variados e de diferentes estágios e idade, a coleta aleatória também é importante. Deve-se acomodar o material em sacos plásticos limpos com umidade, um algodão úmido é uma alternativa.

    EM CASO DE INCIDÊNCIA

    Se as folhas entregues ao laboratório derem positivas para a doença, o produtor rural será imediatamente comunicado e a orientação é realizar a aplicação imediata de fungicida, se este ainda não tiver ocorrido, ou em caso da aplicação já ter ocorrido estudar o intervalo ideal para a aplicação.

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