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    Veja o que muda com a aprovação da reforma trabalhista

    Após protestos da oposição, texto foi aprovado no Senado e segue para sanção do presidente Temer
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    A reforma trabalhista foi aprovada pelo Senado na noite de terça-feira (11).

    A proposta, que agora parte para a sanção do presidente Michel Temer, altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo, dentre as mudanças, que o acordado entre patrões e empregados prevaleça sobre o legislado nas negociações.

    No novo texto, se for sancionado, está o fim da contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos trabalhadores.

    Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano, e novas regras para o trabalho remoto, também conhecido como home office.

    Veja abaixo alguns dos pontos principais que poderão sofrer mudanças.

    Votação

    A votação da reforma trabalhista ocorreu sob muitos protestos. Por volta das 11 horas, cinco senadoras da oposição, Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM), Regina Souza (PT-PI) e Fátima Bezerra (PT-RN), ocuparam a Mesa Diretora e impediram o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de assumir o seu posto.

    Eunício suspendeu a sessão e mandou apagar a luz e desligar os microfones do plenário, afirmando que a sessão para votação da reforma trabalhista seria retomada “quando a ditadura deixar”.

    Depois de muito bate-boca e negociação, a sessão foi retomada às 18h30. O relatório aprovado no Senado tem recomendações para que Temer vete ou modifique seis pontos (veja na arte abaixo). Não houve alterações no texto porque, se isso acontecesse, o projeto voltaria à Câmara.

    Confira como votou cada senador

    A favor da reforma: Aécio Neves (PSDB-MG), Ana Amélia (PP-RS), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Airton Sandoval (PMDB-SP), Armando Monteiro (PTB-PE), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Benedito de Lira (PP-AL), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Cidinho Santos (PR-MT), Ciro Nogueira (PP-PI), Cristovam Buarque (PPS-DF), Dalirio Beber (PSDB-SC), Dário Berger (PMDB-SC), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Edison Lobão (PMDB-MA), Eduardo Lopes (PRB-RJ), Elmano Férrer (PMDB-PI), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Gladson Cameli (PP-AC), Ivo Cassol (PP-RO), Jader Barbalho (PMDB-PA), João Alberto Souza (PMDB-MA), José Agripino (DEM-RN), José Maranhão (PMDB-PB), José Medeiros (PSD-MT), José Serra (PSDB-SP), Lasier Martins (PSD-RS), Magno Malta (PR-ES), Marta Suplicy (PMDB-SP), Omar Aziz (PSD-AM), Paulo Bauer (PSDB-SC), Raimundo Lira (PMDB-PB), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Roberto Muniz (PP-BA), Roberto Rocha (PSB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Rose de Freitas (PMDB-ES), Sérgio Petecão (PSD-AC), Simone Tebet (PMDB-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Valdir Raupp (PMDB-RO), Vicentinho Alves (PR-TO), Waldemir Moka (PMDB-MS), Wellington Fagundes (PR-MT), Wilder Morais (PP-GO) e Zeze Perrella (PMDB-MG).

    Contra a reforma: Alvaro Dias (Podemos-PR), Ângela Portela (PDT-RR), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Eduardo Amorim (PSDB, -SE), Eduardo Braga (PMDB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN), Fernando Collor (PTC-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), João Capiberibe (PSB-AP), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Kátia Abreu (PMDB-TO), Lídice da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias (PT-RJ), Otto Alencar (PSD-BA), Paulo Paim (PT-RS), Paulo Rocha (PT-PA), Pedro Chaves (PSC-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Regina Sousa (PT-PI), Reguffe (Sem partido-DF), Renan Calheiros (PMDB-AL), Roberto Requião (PMDB-PR), Romário (Podemos-RJ), Telmário Mota (PTB-RR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

    Abstenção: Lúcia Vânia (PSB-GO).




    Fonte/A Tribuna
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