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    Policial penal e comparsa são presos por latrocínio de empresário em Goiás

    Ronaldo Alves dos Santos desapareceu em 2017, quando saiu de Goiânia para vender um veículo em Minas Gerais.

    Um policial penal do Distrito Federal, de 34 anos, e o comparsa dele, de 35 anos, acabaram presos preventivamente pelo latrocínio (roubo com morte) do empresário Ronaldo Alves dos Santos, 41. Uma mulher, de 31 anos, é considerada foragida. A vítima estava desaparecida desde 31 de março de 2017, mas o corpo só foi encontrado, carbonizado, em 1º de abril de 2018, em Cristalina, município de Goiás, distante cerca de 120 quilômetros do centro de Brasília.

    Conforme investigações do Grupo Antissequestro da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GAS-Deic), familiares de Ronaldo denunciaram o desaparecimento quando passaram a receber mensagens estranhas do celular dele. No texto, ele havia informado que tinha ido fazer uma viagem a Minas Gerais.

    Iniciada a apuração do caso, policiais civis identificaram que uma mulher, de 31 anos, estava recebendo pagamentos de R$ 2 mil. Os agendamentos foram realizados pelo celular da vítima no dia do desaparecimento e, conforme comprovado posteriormente, após a descoberta do assassinato.

    A mulher alegou que os pagamentos seriam oriundos da compra de um veículo dela pela vítima. A suspeita chegou a apresentar um contrato. Contudo, em análise pericial, comprovou-se que o documento era falso.

    Agentes descobriram que a suspeita mantinha uma relação extra-conjugal com o policial penal, e passaram a investigá-lo também. Durante a apuração, o Hyundai Sonata foi localizado com o servidor da segurança pública, quando transportava a amante para ser ouvida pela GAS, em 20 de abril de 2017.

    Em 4 de maio de 2017, o segundo automóvel foi encontrado com outro comparsa do policial penal. O veículo passou por perícia e comprovou-se que ele estava sem o forro do porta-malas.

    Quatro dias após localizar o último carro, foi realizada perícia na residência da vítima. No local, foi encontrado um projétil de arma de fogo. Especialistas conseguiram comprovar, na perícia, que o disparo foi realizado pela arma de fogo funcional do policial penal.

    Os policiais apuraram que o policial penal teria cometido o latrocínio da vítima, e contou com apoio do outro homem, que recebeu o veículo do empresário como pagamento. Assim, os suspeitos e a amante do servidor foram autuados pelo crime. A mulher conseguiu fugir para fora do Brasil e segue procurada pela Polícia Civil de Goiás. Fonte/ Correio Braziliense

     

    Repórter Mari JTI

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